terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Manhã
"Morrer não é acabar, é a suprema manhã." por Victor Hugo
É assim que eu penso. De que adianta continuar a viver quando nos apercebemos de que não há nada na nossa vida.
Não há nada porque lutar. Não há quem lute por nós.
Tentamos fazer tudo. Tudo é mal feito.
Só me resta chegar que a manhã chegue. Será o meu nascer do Sol.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Fingir
Aquele fingimento.
Aquela felicidade irreal.
Quando sei que a única maneira de me mostrar feliz e fazer o outro feliz é evitar transparecer o que realmente sinto.
Dou o carinho que preciso.
Digo as paravras que quero ouvir.
Animo enquanto me afundo-me.
Escondo-me procurando mostrar-me.
Faço o que o outro precisa. Faço-o feliz.
E eu?
domingo, 28 de outubro de 2012
A força
Aquela força que vamos buscar não sabemos bem aonde, que nem sequer sabíamos que existia.
Que temos de chamar, quando nos exigem, quando pensávamos que já não seria possível tê-la.
Aquela força.
A força que nos dizem que já não têm. Mas que temos de ter. Que eu tenho de ter.
Vou procurá-la onde quer que esteja.
Vai ser o raspar da panela onde ela antes era cozinhada.
A força que nem sabia que existia.
A força que já não existe.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ouvir...
Estou aqui sozinha sem ninguém para falar, sem ter ninguém que me queira sequer ouvir.
Quem eu queria que me ouvisse diz que me ouve mas não ouve.
Diz que fala mas eu não ouço.
Não posso ouvir algo que dizem sr o conselho daquilo que eu disse. Como, se não me ouvem?
Nem é preciso dizer nada.
Falar, falar e falar, deixar que as lágrimas todas saíssem.
Ser reconfortada, sem abraçada, sentir-me quente e protegida, não querer mais sair dali. Não sair. Não me largarem.
Deixarem-me estar ali somente. Acompanhada.
Mas não me ouvem.
E aqui fico eu, sozinha na escuridão, a receber o meu próprio abraço.
Porque ninguém é capaz de me entender.
Porque ninguém me quer ouvir.
Estou sozinha mesmo se acompanhada.
Sozinha.
Quem eu queria que me ouvisse diz que me ouve mas não ouve.
Diz que fala mas eu não ouço.
Não posso ouvir algo que dizem sr o conselho daquilo que eu disse. Como, se não me ouvem?
Nem é preciso dizer nada.
Falar, falar e falar, deixar que as lágrimas todas saíssem.
Ser reconfortada, sem abraçada, sentir-me quente e protegida, não querer mais sair dali. Não sair. Não me largarem.
Deixarem-me estar ali somente. Acompanhada.
Mas não me ouvem.
E aqui fico eu, sozinha na escuridão, a receber o meu próprio abraço.
Porque ninguém é capaz de me entender.
Porque ninguém me quer ouvir.
Estou sozinha mesmo se acompanhada.
Sozinha.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Há tanto tempo...
Sempre gostei tanto de escrever.
Acho que esta paixão vem da minha paixão pela leitura, de tentar fazer algo parecido com aquilo que leio. Procurar colocar nas minhas palavras a essência que bebo de outras.
Umas vezes consigo fazê-lo bem, noutras nem por isso.
No entanto, o que aqui interessa, é nem nem a bem nem a mal o tenho feito, também porque não tenho tido necessidade disso, ou porque talvez me esqueci de como se faz.
Mas desde ontem resolvi reeaprender a expressar novamente aquilo que sinto através de palavras escritas. Se não o consigo dizer, o melhor é mesmo escrever, mesmo que ninguém leia, mesmo que ninguém perceba, mesmo que ninguém goste.
E até pode ser lido e compreendido por alguém que não me conheça.
Vai ser liberto o que anda aqui dentro. Vai ficar num sítio onde até eu mesma posso relembrar.
Voltei.
Seja o que for que tenha para dizer. Leia quem ler.
Vou escrever.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
O brilho
Mais uma vez me sinto assim, sem saber para onde me hei-de virar. Num daqueles dias em que só me apetece desaparecer. Ir para onde ninguém me pode encontrar, mesmo ninguém.
Poder sentar-me no meio do nada. Sentir o vento a passar por mim. A levantar os meus cabelos. As nuvens a afastarem-se. Olhar para a lua. Só a lua e eu. Só eu e a lua. E o seu brilho, que mesmo na escuridão me consegue guiar.
Vento, leva-me até lá. Quero juntar-me a ti. Quero respirar-te. Respirar a tua. Ser uma borboleta à solta na noite.
Só eu. Sozinha. Mais ninguém.
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